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Lula destaca proposta de ampliação do Pix no Mercosul durante cúpula em Assunção

Em discurso na 68ª Cúpula do Mercosul, Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a expansão do sistema de pagamentos Pix para todos os países do bloco, visando maior integração econômica e segurança regional.
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Durante a 68ª Cúpula do Mercosul, realizada em 30 de outubro em Assunção, no Paraguai, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propôs a expansão do sistema de pagamentos Pix para os países do bloco, com o objetivo de promover maior integração econômica na região. Lula também abordou questões relacionadas à segurança regional e criticou a fragilidade institucional do Mercosul, aproveitando a ocasião para reforçar seu discurso político.

O presidente destacou que experiências bem-sucedidas no Brasil, como o sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central, podem servir como modelo para os demais países do Mercosul. Em sua fala, ele enfatizou a importância de compartilhar essas experiências, afirmando que "o Pix, sistema brasileiro público e gratuito de pagamentos, é referência internacional de inclusão financeira e eficiência digital". Segundo Lula, a arquitetura desse sistema poderia fundamentar uma infraestrutura de pagamentos que beneficie todos os cidadãos do Mercosul.

Lula ainda ressaltou que a integração financeira entre os países do bloco pode fortalecer suas economias e diminuir as vulnerabilidades externas. Ele argumentou que essa integração resultará na redução de custos, no fortalecimento do comércio intrabloco, na ampliação do uso de moedas locais e na melhoria da resiliência frente a choques externos.

Além da questão financeira, o presidente abordou o aumento do crime organizado como um desafio comum aos países do Mercosul. Ele defendeu a necessidade de uma cooperação mais intensa para enfrentar esse problema, afirmando que as nações do bloco precisam unir esforços no combate a essa questão.

Outro ponto levantado por Lula foi a necessidade de maior coordenação regional para lidar com eventos climáticos extremos e desastres naturais. O presidente sugeriu que o Mercosul avance na criação de mecanismos conjuntos de prevenção e resposta a essas situações. Ele destacou que "eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes demandam maior coordenação regional em matéria de sistemas de alerta precoce e de gestão de desastres".

Com relação aos desastres naturais, Lula citou o recente balanço divulgado pelo governo venezuelano, que indicou que os terremotos deixaram ao menos 1.719 mortos, além de milhares de feridos, desabrigados e desaparecidos, reiterando a urgência de uma resposta conjunta na região.