Posição do presidente brasileiro contrasta com tom ambíguo adotado em relação à Ucrânia
Lula condenou a ação do presidente Donald Trump para capturar o ditador Nicolás Maduro e derrubar o regime tirânico na Venezuela
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A condenação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à ação do presidente Donald Trump para capturar o ditador Nicolás Maduro e derrubar o regime tirânico na Venezuela contrasta com o tom ambíguo adotado em relação ao presidente autocrata Vladimir Putin na invasão da Ucrânia. A dualidade na política externa brasileira reflete a estratégia do governo Lula de fortalecer o bloco dos Brics, que recentemente incluiu a Venezuela e outros países não democráticos, ao mesmo tempo em que rechaça a influência norte-americana na América Latina, reforçada sob a administração Trump.
Em maio de 2023, ao receber Nicolás Maduro no Brasil, Lula não poupou críticas ao governo americano, comparando o impacto das sanções a crimes de guerra. Em outubro do ano passado, Lula foi questionado sobre operações americanas contra o narcotráfico na costa venezuelana e afirmou que é preciso respeitar a Constituição, a autodeterminação dos povos e a soberania territorial.