Lula afirma que acordo é resposta ao protecionismo

Lula afirma que acordo é resposta ao protecionismo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou um artigo em 27 jornais europeus e do Mercosul, apresentando o acordo que será assinado como uma reação política e econômica ao avanço do unilateralismo, do protecionismo e das guerras comerciais no cenário internacional. Lula afirma que, em um momento em que o unilateralismo isola mercados e o protecionismo inibe o crescimento global, os dois blocos optaram por um caminho distinto, baseado na integração, na abertura comercial e na defesa do multilateralismo.

Contra a lógica das guerras comerciais que segregam economias, empobrecem nações e aumentam a desigualdade, Mercosul e União Europeia assinam um dos acordos mais amplos do século XXI. O acordo é apresentado por Lula como fruto da convicção de que só a integração e a abertura comercial promovem a prosperidade compartilhada.

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O presidente sustenta que o tratado cria a maior área de livre comércio do mundo e rejeita a lógica de soma zero no comércio internacional. Queijos, vinhos, azeite e chocolates terão suas tarifas gradualmente eliminadas.

O acordo reúne 31 países, que somam cerca de 720 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto conjunto superior a US$ 22 trilhões. Lula destaca que a parceria ampliará o acesso mútuo a mercados estratégicos, com regras claras, previsíveis e equilibradas, além de estimular investimentos, exportações e cadeias produtivas dos dois lados do Atlântico.