O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que haverá restrições às atividades de dragagem na hidrovia do Rio Paraguai. Ele ressaltou que, assim como ocorre atualmente, o transporte será suspenso nos períodos de estiagem, reforçando que isso não deve mudar após a concessão da hidrovia.
Capobianco destacou que o DNIT havia anunciado dragagens que poderiam permitir o transporte durante todo o ano, mas o Ibama interrompeu os trabalhos devido à necessidade de estudos de impacto ambiental mais detalhados. O secretário enfatizou que a dragagem permitida será apenas a de manutenção e não uma ampliação da navegabilidade, como alguns pleiteavam.
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Atualmente, o nível do Rio Paraguai é de 1,75 metro na régua de Ladário, suficiente para a navegação plena. No ano anterior, cerca de 8 milhões de toneladas de minérios foram despachadas pela hidrovia, com a meta estabelecida de alcançar 25 milhões de toneladas nos próximos anos. No entanto, a situação se complica quando o nível do rio cai abaixo de 1,5 metro.
Capobianco não forneceu uma data específica para a concessão da hidrovia, que já havia sido prevista para o segundo semestre do ano passado, mas agora pode ser adiada para julho de 2026. Ele ressaltou que o edital deixará claro que não será permitida a dragagem que aumente o leito navegável, apenas as de manutenção.