Deivison Felipe Alves Brito, de 30 anos, teve sua liberdade provisória concedida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) após uma audiência de custódia realizada no dia 6 de agosto. O homem é acusado de ter cometido um duplo homicídio no bairro Taquarussu, em Campo Grande, no dia 5 de agosto, em meio a desentendimentos com sua esposa e as vítimas.
O juiz responsável pela decisão inicial considerou que Deivison agiu em legítima defesa. Após sua soltura, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) protocolou um pedido de tutela recursal de urgência no TJMS, visando garantir a prisão preventiva do acusado e contestar a decisão que permitiu sua liberdade provisória.
No recurso, o MPMS argumenta que Deivison confessou ter disparado contra Nathalia dos Anjos Molina, 33, e Ademar Spacino Júnior, 38, resultando na morte da mulher trans, que foi atingida por três disparos nas costas. O Ministério Público ressalta que a decisão judicial que concedeu a liberdade provisória não considerou adequadamente a gravidade dos fatos, apontando indícios consistentes de autoria, como a confissão do autor, além da apreensão da arma utilizada e das evidências periciais que confirmam múltiplos disparos.
Outro aspecto levantado pelo MPMS é a possível motivação preconceituosa do crime, dado que uma das vítimas era uma mulher trans. O pedido de tutela de urgência busca suspender imediatamente a liberdade provisória e assegurar a prisão preventiva do acusado até que o recurso seja julgado em definitivo.
O incidente que resultou nas mortes ocorreu durante uma briga entre vizinhos no bairro Taquarussu. A esposa de Deivison relatou que o casal das vítimas estava consumindo bebidas alcoólicas e drogas durante a noite anterior ao crime, o que era uma prática comum. Durante a discussão, Ademar, uma das vítimas, teria surgido armado com uma faca, levando Deivison a disparar em sua direção.
Após o tiroteio, Deivison retornou para casa, onde deixou a arma e saiu com a motocicleta de sua esposa, evitando o confronto com os vizinhos. A perícia constatou três perfurações nas costas de Nathalia e duas no tórax de Ademar. As vítimas foram levadas à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário, enquanto a Polícia Civil, por meio do Grupo de Operações e Investigações (GOI), deu início às apurações.
