O réu Matteo Dalmati da Rosa, de 21 anos, não conseguiu comprovar a insanidade mental em seu julgamento referente ao assassinato de Luan Felipe Pereira Santana, ocorrido no Bairro Maria Aparecida Pedrossian. A defesa havia solicitado um incidente de insanidade mental, mas o laudo pericial concluiu que Matteo não apresentava diagnóstico médico-psiquiátrico no momento do crime. Assim, foi determinado que, à época dos fatos, ele tinha plena capacidade de entender a ilicitude de suas ações e sua autodeterminação estava preservada.
O laudo foi anexado ao processo no dia 22 de maio e afirmou que “juspsiquiatricamente, há plena responsabilidade em relação ao ato que lhe foi imputado”. Após a apresentação do laudo, o juiz da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete, aguarda a manifestação da defesa de Matteo sobre os resultados da perícia.
O crime ocorreu na noite de 7 de outubro de 2025, quando Luan Felipe foi executado a tiros na Praça dos Amigos Vaguinho e Dalila. Durante a audiência de custódia, um dos envolvidos relatou que o grupo pretendia apenas assustar a vítima, sem a intenção de matá-la. No entanto, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) apontou que Matteo contribuiu para o crime ao fornecer a arma utilizada na execução, ciente de que seria empregada para atentar contra a vida de Luan.
O MPMS destacou que a conduta de Matteo foi dolosa e colaborativa, evidenciando sua participação direta no homicídio e sua responsabilidade penal. Em 13 de maio, o juiz decidiu revogar a prisão preventiva de Matteo, substituindo-a por medidas de monitoramento eletrônico. Essa decisão também beneficiou outros réus, como Eduardo Kim Miranda de Oliveira, Vinícius César de Souza Moreira, Geovany dos Santos e Rafael de Luca Mareco Cardoso.
Vinícius foi identificado como o autor dos disparos, tendo atirado três vezes contra a vítima. A defesa de Matteo foi contatada para um posicionamento sobre o caso, mas ainda não houve retorno.
