Entre os dias 22 e 24 de julho, o auditório do Bioparque Pantanal em Campo Grande sediará a 59ª edição do Colégio de Corregedoras e Corregedores Eleitorais do Brasil (Ccorelb). O evento terá como um de seus principais temas o combate às fake news impulsionadas por inteligência artificial (IA) nas eleições deste ano. O juiz eleitoral Olivar Augusto Roberti Coneglian, que atua como auxiliar da Vice-Presidência e da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), destacou a crescente importância desse assunto no debate eleitoral brasileiro, especialmente diante dos desafios trazidos pelas novas tecnologias.
O encontro reunirá autoridades de todos os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) do Brasil, além de representantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Coneglian, o Ccorelb é um colegiado que congrega corregedores de todo o Brasil para discutir e aperfeiçoar práticas relacionadas à gestão, fiscalização e regularidade dos serviços eleitorais. Os encontros do Ccorelb são realizados três vezes ao ano e servem como um espaço estratégico para a troca de experiências e o fortalecimento da atuação conjunta da Justiça Eleitoral.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Resumo rápido gerado automaticamente
A escolha de Campo Grande para sediar esta edição do Ccorelb deve-se a vários fatores, sendo um deles a agilidade do TRE-MS na apuração das eleições. O magistrado ressaltou que o estado se destaca por proporcionar à população um acesso facilitado às urnas, o que contribui para o exercício efetivo do direito ao voto.
Além do enfrentamento à desinformação gerada por IA, outros tópicos importantes na pauta incluem auditorias periódicas que garantem a segurança das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral. Coneglian enfatizou que o combate à produção e disseminação de notícias falsas sempre foi uma obrigação da Justiça Eleitoral. Ele também alertou que a responsabilidade não recai apenas sobre quem produz fake news, mas também sobre quem as divulga e se beneficia delas.
O juiz eleitoral destacou que cada cidadão deve verificar a veracidade das informações antes de compartilhá-las, reforçando a necessidade de um entendimento comum sobre a responsabilidade na propagação de notícias falsas. Além disso, o evento deve abordar iniciativas para modernizar os serviços prestados ao eleitor, incluindo o uso de ferramentas digitais e a ampliação do atendimento remoto, visando aumentar a transparência e a confiança pública nas eleições.