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Justiça decide sobre bens apreendidos de ex-secretário e ex-gerente em investigação

O juiz Waldir Peixoto Barbosa analisou pedidos de restituição de bens de Rudi Fiorese e Edivaldo Aquino, envolvidos na OPERAÇÃO BURACO Sem Fim. Enquanto Fiorese teve todos os pedidos negados, Aquino conseguiu a liberação de alguns itens, mas não de valores em espécie.
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Na última sexta-feira, dia 10, o juiz Waldir Peixoto Barbosa decidiu sobre os pedidos de restituição de bens feitos por Rudi Fiorese, ex-secretário de Infraestrutura, e Edivaldo Aquino, ex-gerente de Manutenção de Vias. Ambos estão envolvidos na investigação denominada "OPERAÇÃO BURACO Sem Fim". As decisões foram distintas: todos os pedidos de Fiorese foram negados, pois um dos itens solicitados, seu celular, ainda está sob análise técnica e permanecerá sob custódia judicial.

Por outro lado, Edivaldo Aquino teve parte de seus pedidos atendidos. O juiz autorizou a devolução de uma série de documentos, incluindo faturas de cartões, boletos de IPVA e documentos dos veículos de sua propriedade, um VW Nivus e uma camionete Toyota Hilux. Além disso, ele recebeu a chave de um apartamento em um condomínio de luxo na capital e uma nota promissória no valor de R$ 13 mil. Apesar desse resultado mais favorável em comparação a Fiorese, Edivaldo não teve permissão para receber os valores em dinheiro apreendidos durante a OPERAÇÃO e também não pôde recuperar itens eletrônicos como pendrives, HD externo, aparelho celular e notebook.

A justificativa para a restrição na devolução dos itens eletrônicos e do dinheiro em espécie é que esses bens devem permanecer sob custódia até que as perícias e outras diligências investigativas sejam concluídas. A OPERAÇÃO BURACO Sem Fim, realizada em 12 de maio, foi uma nova ofensiva do Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MPMS) contra a corrupção na secretaria de obras da capital.

Durante a OPERAÇÃO, que envolveu o cumprimento de sete mandados de prisão e 10 de busca, foram encontrados R$ 429 mil em dinheiro em dois endereços. No imóvel de um servidor, foram localizados R$ 186 mil, enquanto em outro alvo da investigação, foram encontrados R$ 233 mil em espécie. Esse desdobramento da OPERAÇÃO investiga uma empresa que presta serviços de tapa-buracos, a qual, segundo o Ministério Público, faturou, entre 2018 e 2025, contratos e aditivos totalizando R$ 113.702.491,02.

Entre os sete detidos na OPERAÇÃO, estava Rudi Fiorese, que ocupava a posição de secretário municipal de obras, e Edivaldo Pereira Aquino, coordenador do serviço de tapa-buracos. As ações visam desmantelar esquemas de corrupção ligados a esses contratos e garantir a responsabilização dos envolvidos.