Juscilene da Silva Gomes foi condenada a 19 anos e seis meses de prisão por ter assassinado seu ex-marido, Leonardo Carneiro de Lima, conhecido como 'Léo da Lojinha'. O julgamento ocorreu em um Tribunal do Júri nesta quarta-feira, 08, e o crime SE deu em agosto de 2024 em Chapadão do Sul, a 330 quilômetros de Campo Grande.
Após o homicídio, Juscilene SE entregou à polícia no dia seguinte. Antes do ato, ela publicou um vídeo afirmando ser vítima de agressões, perseguições e ameaças por parte de Leonardo, além de ter solicitado uma medida protetiva. O corpo da vítima foi encontrado na loja onde residia, na Rua Vinte e Cinco, no Centro, onde ele foi asfixiado com um fio.
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O assassinato ocorreu durante uma discussão entre os dois, que mesmo separados mantinham uma convivência diária. Após o crime, Juscilene foi à delegacia no dia 4 e confessou o que havia feito, indicando o local onde estava o corpo.
No local do crime, a polícia encontrou a cena montada para parecer um suicídio, com o corpo da vítima sentado e um fio enrolado em seu pescoço. Durante o depoimento, Juscilene relatou que o conflito resultou na morte de Leonardo. Embora tenha SE apresentado espontaneamente, não havia provas que justificassem sua prisão em flagrante, levando a Justiça a ordenar o uso de tornozeleira eletrônica.
A reconstituição dos fatos foi realizada com a participação de Juscilene, que, em alguns momentos, alegou não SE recordar de detalhes. Apesar de não residir mais na casa, ela tinha acesso ao local, onde trabalhava na loja abaixo da residência de Leonardo.
Duas semanas antes do homicídio, a acusada fez relatos nas redes sociais sobre sua situação de violência doméstica, mencionando agressões e afirmando que sua vida ao lado do ex-marido havia SE tornado insuportável. Juscilene denunciou o comportamento agressivo do ex, que incluía ameaças e abuso físico, e destacou que a situação estava insustentável, afirmando que um desfecho trágico poderia ocorrer.