Juro real do Brasil é o segundo maior do mundo pelo sexto mês consecutivo, a 9,44%

O Brasil manteve o segundo maior juro real global em 9,44% pelo sexto mês consecutivo, após decisão do Copom de segurar a Selic.
Juro real do Brasil é o segundo maior do mundo pelo sexto mês consecutivo, a 9,44%

Decisão do Copom de manter a taxa Selic impacta na posição do país no ranking global de juros reais, elaborado por MoneYou e Lev Intelligence.

O Brasil manteve o segundo maior juro real global em 9,44% pelo sexto mês consecutivo, após decisão do Copom de segurar a Selic.

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Pelo sexto mês consecutivo, o Brasil manteve a posição de segundo país com o maior juro real do mundo, registrando um patamar de 9,44%. Esse indicador, que recuou ligeiramente em relação à divulgação anterior (9,74%), foi influenciado diretamente pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 15%.

A constância na política monetária brasileira sublinha os desafios econômicos enfrentados pelo país.

O ranking, que monitora as 40 maiores economias globais, é uma colaboração entre a MoneYou e a Lev Intelligence, sob a liderança do economista-chefe Jason Vieira. A análise revela que a posição do Brasil seria inalterada mesmo se o Copom tivesse optado por um corte ou elevação da taxa básica de juros.

Contudo, um corte de 0,25 ponto percentual levaria o juro real a 9,17%, enquanto uma elevação no mesmo patamar o elevaria para 9,75%.

Vieira havia projetado uma probabilidade de 90% para a manutenção da Selic, com 8% de chance de corte de 0,25 ponto e apenas 2% de alta. Segundo o economista, “o cenário de incertezas inflacionárias locais continua dada a questão fiscal que cria tensão, ainda que a inflação tenha demonstrado alívio em diversos itens e em confluência com a queda global do dólar, representada pelo DYX e menor ímpeto da atividade econômica, como efeito da própria política monetária atual”.

Brasil no Cenário Global de Juros

No cenário de juros reais, a Turquia lidera o ranking com 10,33%, seguida de perto pelo Brasil (9,44%). A Rússia ocupa a terceira posição com 7,89%.

Completam o top 5 a Argentina e o México, com juros reais de 7,14% e 4,21%, respectivamente, evidenciando a persistência de taxas elevadas em economias emergentes.

Quando se considera os juros nominais, o Brasil também figura entre os maiores, ocupando a quarta posição com 15%. A lista é encabeçada pela Turquia (39,5%), seguida por Argentina (29%) e Rússia (16,5%).

Outros países como Colômbia (9,25%), México (7,25%) e África do Sul (6,75%) apresentam taxas nominais significativamente menores, ressaltando a particularidade da política monetária brasileira no contexto internacional.