Wesley Gutierrez Correia, de 20 anos, foi morto a tiros na manhã desta segunda-feira (1º) em Caarapó. A execução ocorreu no cruzamento das ruas Minas Gerais e Fernando Corrêa da Costa, na Vila Santa Maria. Ele havia sido condenado por espancar e assaltar um garoto de 12 anos que vendia bombons na região central da cidade, em um episódio registrado por câmeras de segurança.
O crime aconteceu em janeiro de 2025, quando o menino tentava juntar dinheiro para comprar um tênis e um celular novos. Por volta das 22h, ao passar por uma praça, ele foi abordado por Wesley, que tomou um fone de ouvido que o garoto carregava. Após recuperar o objeto, o menino tentou fugir, mas foi perseguido por Wesley, que o alcançou e desferiu um soco, deixando a vítima inconsciente.
Com o garoto no chão, Wesley roubou a carteira da criança e fugiu do local. As imagens das câmeras mostraram a perseguição que durou cerca de dez metros, até o momento em que o menino foi derrubado. O delegado responsável pela investigação, Ciro Carlos Jales, informou que Wesley foi preso no dia seguinte ao crime. O relato das agressões indica que o menino sofreu uma fratura na clavícula e sangramento no ouvido, incapacitando-o para suas atividades habituais por mais de 30 dias.
Pela violência do ato, Wesley foi condenado a sete anos de prisão em regime semiaberto, além de ter que pagar R$ 5 mil em reparação pelos danos causados ao menino. Ele também possuía uma passagem por roubo registrada em 21 de fevereiro de 2025.
O homicídio de Wesley, que ainda não teve a confirmação oficial sobre detalhes, gerou repercussão na comunidade. Testemunhas afirmam que a mãe dele também teria sido atingida pelos disparos, mas essa informação não foi confirmada pelas autoridades competentes até o momento.
