O Irã entrou no sexto dia consecutivo de protestos populares, desencadeados pelo agravamento da crise econômica e que evoluíram para demandas políticas diretas contra o regime islâmico. Os protestos começaram em Teerã, liderados por comerciantes e lojistas, e já se espalharam para cerca de 32 cidades do país islâmico.
Vídeos divulgados por ativistas nas redes sociais mostram que cidades como Zahedan e Fuladshahr registraram novas mobilizações, com manifestantes entoando slogans como “morte ao ditador”. A crise econômica do Irã é apontada como o estopim dos protestos, com o rial iraniano atingindo níveis recordes de desvalorização e a inflação anual superando 42%.
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Além disso, o país enfrenta problemas estruturais como escassez de água, crise energética e níveis críticos de poluição do ar. Durante as manifestações, as pautas também deixaram de ser exclusivamente econômicas e passaram a incorporar slogans de forte teor político, incluindo pedidos explícitos pelo fim do regime islâmico e pela restauração da monarquia.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington interviria no Irã caso o regime islâmico utilizasse força letal contra manifestantes pacíficos. Já o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, alertou que qualquer “interferência” dos Estados Unidos em assuntos internos iranianos “desestabilizaria toda a região” e colocaria em risco os “interesses americanos”.