Célio Rodrigues Monteiro, conhecido como 'Manga Rosa', e Edivaldo Quevedo da Fonseca foram afastados compulsoriamente da Polícia Civil, três dias após perderem os cargos de chefia. O afastamento foi publicado no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul e assinado pelo corregedor-geral da Polícia Civil, delegado Clever José Fante Esteves. A decisão decorre de uma ordem judicial que decretou a prisão preventiva dos investigadores, relacionada à operação Iscariotes, realizada pela Polícia Federal em 18 de março.
Além do afastamento, a Corregedoria da Polícia Civil impôs medidas administrativas, como o recolhimento de armas funcionais e a suspensão de acessos a sistemas internos. Um procedimento disciplinar foi instaurado para investigar a conduta dos policiais. O afastamento tem efeito retroativo à data da prisão, e o caso permanece sob análise correcional.
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A operação Iscariotes contou com 200 policiais federais e resultou em diversas ações, incluindo mandados de busca, prisão e bloqueio de bens. A investigação apura um esquema de contrabando e lavagem de dinheiro envolvendo policiais civis e militares. Os investigadores foram presos em suas residências, e as investigações apontam que eles estavam envolvidos na obtenção e transporte de mercadorias ilegais, utilizando suas funções públicas.
Célio Monteiro já havia sido alvo de operações anteriores, como a Snow, e foi preso em 2024. Edivaldo Quevedo também enfrentou medidas cautelares em investigações passadas. O inquérito revelou que o grupo criminoso atuava no transporte ilegal de mercadorias, utilizando informações sigilosas de sistemas policiais para facilitar suas atividades.