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Intervenção no Consórcio Guaicurus Avalia Destino do Transporte Coletivo em Campo Grande

Alexsandro Adriano Lisandro de Oliveira, interventor nomeado pela Prefeitura Municipal, discute as opções sobre o futuro do transporte coletivo após 180 dias de intervenção. O foco é a recuperação da confiança no sistema e a manutenção dos serviços.
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O interventor designado pela Prefeitura Municipal de Campo Grande para o Consórcio Guaicurus, Alexsandro Adriano Lisandro de Oliveira, compartilha detalhes sobre a "operação de guerra" em andamento para investigar as causas da crise de mobilidade na cidade. A frota do sistema, que apresenta um histórico de quebras e acidentes, enfrenta um momento crítico marcado pela perda de confiança, tanto dos usuários quanto dos órgãos de controle. A equipe, composta por um grupo de quatro especialistas nas áreas técnica, financeira, operacional e jurídica, está realizando um diagnóstico detalhado para entender se os problemas são resultado de má gestão ou de um desequilíbrio econômico-financeiro do contrato firmado em 2012.

Nos primeiros dias da intervenção, que tem duração de 180 dias, a equipe tem trabalhado de forma coordenada, tomando medidas para proteger a integridade das informações. Isso inclui a suspensão de sistemas de tecnologia da informação (TI) e a interrupção de fluxos de pagamento, permitindo uma auditoria rigorosa. O interventor destaca que, apesar da pressão popular por soluções rápidas, como a introdução de novos modais ou a reestruturação das linhas de ônibus, o objetivo principal no momento é garantir a continuidade do serviço e a manutenção dos empregos, evitando a suspensão das atividades do consórcio.

Alexsandro enfatiza que o período atual é crucial para um diagnóstico preciso, separando as discussões sobre melhorias futuras da análise técnica sobre o cumprimento das obrigações contratuais existentes. O resultado desse processo administrativo será fundamental para que o Município decida o futuro do transporte coletivo na capital. Ele afirma que, ao final dos trabalhos, a comissão irá recomendar uma das duas opções: a devolução do serviço ao concessionário com ajustes necessários ou a declaração de caducidade do contrato.

Se a caducidade for confirmada, o próximo passo será a relicitação do sistema, com a gestão temporariamente sob controle direto do Município durante a transição. Esse processo visa garantir que o transporte público em Campo Grande seja reestruturado de maneira eficaz, assegurando a qualidade do serviço prestado à população.

Alexsandro Adriano Lisandro de Oliveira é advogado com mais de 20 anos de experiência nas áreas de Direito Empresarial, Regulação, Recuperação Judicial e Direito Administrativo. Ele foi nomeado interventor pela prefeita Adriane Lopes para lidar com a concessão de transporte coletivo da cidade, buscando uma solução viável e sustentável para o sistema.