O combate ao Aedes aegypti em Campo Grande ganhou um novo impulso com a volta do fumacê em seis bairros da cidade. A ação, coordenada pela Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais, tem como objetivo exterminar mosquitos adultos, especialmente as fêmeas que transmitem dengue, zika e chikungunya. Para que a eficácia do fumacê seja maximizada, é fundamental que os moradores mantenham portas e janelas abertas durante a aplicação.
As equipes circulam das 16h às 22h pelos bairros São Conrado, Batistão, Coophavila II, Universitário, Alves Pereira e Centenário, utilizando o UBV pesado. No entanto, a ação não é suficiente por si só. O inseticida elimina os mosquitos que estão ativos, mas não resolve o problema das larvas que se desenvolvem em água parada, calhas entupidas e recipientes esquecidos.
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Outro desafio para o sucesso da estratégia é a influência das condições climáticas. Chuva, vento ou neblina podem atrasar as aplicações do fumacê, diminuindo assim seu impacto. Além disso, o uso do produto deve ser feito com critério técnico, o que limita sua aplicação indiscriminada.
O fumacê é visto como uma medida emergencial, sendo mais eficaz em situações de surto. A prevenção, por sua vez, depende da ação dos moradores em eliminar os criadouros do mosquito em suas residências. Enquanto houver água parada, a proliferação dos mosquitos continuará, exigindo que o fumacê retorne frequentemente aos bairros.