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Inocentado após um ano, guarda acusado de arrastão na Vila Nasser é absolvido

Um Guarda Civil Metropolitano, que passou um ano preso sob acusação de participar de um arrastão em Campo Grande, foi absolvido por falta de provas. A decisão da Vara Criminal destaca inconsistências nos relatos das testemunhas.
Imagem ilustrativa. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) — Foto: Imagem ilustrati
Imagem ilustrativa. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax) — Foto: Imagem ilustrati

Um Guarda Civil Metropolitano, de 38 anos, foi absolvido na última segunda-feira (27) após passar um ano preso, acusado de realizar um arrastão e roubar celulares na Vila Nasser, em Campo Grande. A decisão da Vara Criminal apontou que não houve evidências de que os celulares em posse do acusado fossem frutos de crime.

Os supostos roubos ocorreram no final da tarde do dia 15 de abril de 2025. Na ocasião, foi relatado que o guarda estava com cinco celulares e um simulacro de pistola, que teria sido utilizado durante o crime. Após um ano de investigação, a inocência do GCM foi confirmada, levando à sua libertação.

Durante o processo, o acusado afirmou que estava em uma motocicleta azul e usava capacete aberto no momento dos assaltos. No entanto, testemunhas relataram que o criminoso estaria em uma moto vermelha, utilizando capacete fechado, o que gerou dúvidas sobre sua participação no ato delituoso.

Diante das provas apresentadas e das contradições nas declarações, o juiz da 1ª Vara Criminal de Campo Grande determinou a absolvição do guarda. A decisão também incluiu a ordem para a destruição do simulacro de pistola que havia sido apreendido.

A absolvição do GCM representa um desfecho importante para o caso, que levantou questões sobre a eficácia das investigações e a necessidade de provas concretas para a imputação de crimes. O caso ressalta a relevância da análise crítica das evidências apresentadas em processos judiciais, especialmente em situações que envolvem a liberdade de indivíduos acusados de delitos.

A decisão da Justiça se torna um marco para o guarda, que agora busca reintegrar-se à sociedade após um período de privação de liberdade baseado em acusações que não se sustentaram.