ANUNCIE AQUI TOPO

Início do julgamento de policiais militares acusados de assassinar Vinícius Gritzbach

O julgamento de três policiais militares envolvidos na morte de Vinícius Gritzbach teve início no Fórum Criminal de Guarulhos, com forte esquema de segurança. Os réus também são acusados da morte de um motorista de aplicativo e de ferimentos a outras pessoas.
int2658jpg

O Fórum Criminal de Guarulhos iniciou hoje (22) o julgamento de três policiais militares acusados de assassinar o empresário e delator Vinícius Gritzbach. Este processo ocorre sob um rigoroso esquema de segurança, que inclui bloqueios de ruas nas proximidades do fórum. A seleção dos sete jurados que comporão o júri popular está prevista para acontecer logo no início da sessão, que deve durar cerca de cinco dias. Durante o julgamento, todas as demais audiências do fórum estarão suspensas.

Os réus são o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues, todos atualmente detidos no Presídio Militar Romão Gomes. Além de serem acusados da execução de Gritzbach, eles também enfrentam acusações pela morte do motorista de aplicativo Celso Novais, que foi atingido durante o ataque, e por ferimentos a outras duas pessoas que estavam nas proximidades. O crime ocorreu em 8 de novembro de 2024, no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Vinícius Gritzbach, que era réu por homicídio e estava implicado em esquemas de lavagem de dinheiro relacionados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), havia assinado uma delação premiada junto ao Ministério Público, onde revelou nomes de membros da organização criminosa e fez acusações contra policiais por corrupção. A execução do empresário levantou questões sobre a atuação policial e a corrupção dentro das instituições.

Antes de entrar no fórum, Aparecida Camilo, mãe de Celso Novais, expressou suas expectativas sobre o julgamento. Aos 65 anos, ela afirmou: “Espero justiça. Justiça. O meu filho estava trabalhando, né? Era um filho maravilhoso, um bom pai, um bom marido e infelizmente eles tiraram a vida dele inocentemente”.

Na entrada do fórum, os advogados de defesa dos réus falaram com a imprensa, alegando que os policiais são inocentes e que não estavam presentes no local do crime no dia do assassinato de Gritzbach. Eles argumentaram que os réus são vítimas de uma suposta manipulação do processo.

Os acusados de assassinato estão entre outros indivíduos já identificados, como Emílio Carlos Gongorra Castilho e Diego dos Santos Amaral, líderes do PCC que são considerados mandantes do crime. O julgamento atual se concentra na ação dos policiais, que são acusados de utilizar fuzis para executar Gritzbach e auxiliar na fuga dos autores do crime após a ação. O caso segue em desenvolvimento e será acompanhado de perto pela sociedade, dada a gravidade das acusações e as implicações para a segurança pública.