No Estado de São Paulo, 28.498 detentos do regime semiaberto receberam autorização para usufruir do benefício da saída temporária entre os dias 16 e 23 de junho de 2026. Durante este período, já foram documentados cinco crimes cometidos por beneficiários, além de três casos de rompimento de tornozeleira eletrônica e cinco ocorrências de descumprimento das normas estabelecidas pela Justiça.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informa que esses números podem sofrer alterações, uma vez que dependem de novas decisões judiciais e da atualização das ocorrências que são registradas enquanto os detentos retornam às suas unidades prisionais. É importante destacar que a concessão da saída temporária é de competência exclusiva do Poder Judiciário, conforme estipulado pela Lei de Execução Penal.
Após o retorno dos detentos às penitenciárias, a Polícia Penal do Estado de São Paulo completou um ano da Operação Retorno Seguro, que tem se mostrado eficaz no combate à entrada de materiais ilícitos nas prisões. Essa operação, iniciada em março de 2025, intensifica a fiscalização durante o retorno dos detentos beneficiados pela saída temporária e já resultou na apreensão de mais de 57 quilos de drogas, além de centenas de aparelhos celulares.
Dados da SAP revelam que, nos últimos 12 meses, a Polícia Penal conseguiu impedir a entrada de 51 quilos de maconha, 6 quilos de cocaína, 174 gramas de haxixe, 103 unidades de drogas sintéticas e 272 celulares nas unidades prisionais. As apreensões ocorreram tanto durante o retorno dos custodiados quanto em áreas externas dos estabelecimentos penais. Parte dos materiais encontrados nas proximidades das prisões poderia ser recuperada por presos do regime semiaberto durante atividades laborais.
Todo o material apreendido foi encaminhado para os procedimentos administrativos e legais necessários, como registro de boletim de ocorrência, envio para perícia da Polícia Técnico-Científica e abertura de processos disciplinares nas unidades onde os incidentes ocorreram.
Para reforçar a segurança e evitar a entrada de objetos proibidos, a Polícia Penal utiliza tecnologia avançada, incluindo escâneres corporais e equipamentos de raio X nas unidades prisionais. Os agentes são treinados para realizar revistas e contam com o suporte de cães farejadores especializados na detecção de drogas e outros materiais ilícitos.
