O atentado que deixou ferido o idoso Vivaldo Pereira de Alencar, de 62 anos, ocorreu na madrugada desta segunda-feira (20) no Jardim das Hortências, em Campo Grande. As circunstâncias do ataque levantam suspeitas de que a motivação esteja ligada à recente absolvição em um júri popular, onde Vivaldo e seu filho, Willian, foram inocentados pelo assassinato de Lucas de Assis Oliveira, um caso que remonta a fevereiro de 2020.
Na data do atentado, Vivaldo foi atingido por disparos enquanto se preparava para sair de casa após ser alertado pelo latido de seus cães. Ao abrir o portão, ele se deparou com um homem armado que efetuou três tiros em sua direção. A situação alarmou sua mãe, que também estava em casa e ouviu os tiros, encontrando o filho ferido logo em seguida. O idoso foi socorrido e encaminhado à Santa Casa, onde permanece internado.
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O advogado Amilton Ferreira, que representou Vivaldo e Willian durante o julgamento, relatou que o idoso estava consciente e orientado após o ataque. Vivaldo expressou a suspeita de que sua absolvição no caso de homicídio pode ter gerado o atentado, uma vez que a decisão do júri ocorreu em outubro de 2024.
A absolvição de Vivaldo e Willian pelo homicídio de Lucas de Assis Oliveira se deu em um contexto de tensão, onde o pai e o filho estavam sendo julgados por um crime que teve origem em uma discussão relacionada a som alto. O julgamento, realizado no dia 25 de outubro de 2024, culminou com a decisão favorável aos réus, embora Willian tenha sido condenado a dois anos e seis meses de reclusão por porte ilegal de arma de fogo.
Após o atentado, a Polícia Militar e a Polícia Civil foram acionadas, e o caso foi registrado como tentativa de homicídio. O autor dos disparos, que fugiu em um carro modelo Uno de cor branca, ainda não foi identificado. O incidente levanta questões sobre a segurança e as repercussões das decisões judiciais, especialmente em casos de crimes violentos e suas consequências para os envolvidos.