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Homem é condenado a quase 19 anos por homicídio na Orla Ferroviária

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul condenou Guilherme Martins Lima, conhecido como "Alemãozinho", a 18 anos e 8 meses de prisão pelo assassinato de Wilver Sander de Souza, ocorrido em abril de 2025. O crime foi motivado por disputas no tráfico de drogas na região.
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Na última sexta-feira (24), o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPE) confirmou a condenação de Guilherme Martins Lima, apelidado de "Alemãozinho", a uma pena de 18 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado. Ele foi responsabilizado pelo assassinato de Wilver Sander de Souza, conhecido como "Corumbá", um crime ocorrido em abril de 2025, motivado por disputas de território ligadas ao tráfico de drogas na Orla Ferroviária.

O homicídio, conforme apurado, ocorreu quando Guilherme Martins surpreendeu Wilver Sander com disparos direcionados à sua cabeça. Após o ato, o autor do crime fugiu em um veículo de aplicativo. Durante o julgamento, o Promotor de Justiça João Augusto Arfeli Panucci sustentou que o crime foi premeditado e intencional, o que foi aceito pelo Conselho de Sentença do MPE. A motivação torpe, relacionada ao controle territorial do tráfico, foi um dos fatores que reforçou a gravidade da condenação.

Além da pena privativa de liberdade, a sentença também determinou que Guilherme Martins pagasse um valor de R$ 10 mil aos familiares de Wilver Sander como reparação por danos morais, e ele não poderá recorrer em liberdade. O réu estava detido desde julho de 2025, após ser preso em decorrência das investigações sobre o crime.

O assassinato aconteceu no dia 5 de abril de 2025, por volta das 21h40. Guilherme Martins se dirigiu à Orla Ferroviária, na região central de Campo Grande, portando uma arma de fogo. A análise das imagens de câmeras de segurança revelou que os disparos foram feitos de maneira que Wilver Sander não teve chances de defesa. Após o crime, Guilherme Martins fugiu do local acompanhado de uma mulher e uma criança, utilizando um carro de aplicativo.

As investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) indicaram que Guilherme Martins, natural da região de Amambai, tinha a intenção de assumir o controle do tráfico de drogas na área central de Campo Grande. A vítima, por sua vez, teria se oposto a essa mudança, o que resultou na execução. Além do homicídio, as apurações revelaram que Guilherme possuía outras armas, que eram utilizadas para praticar roubos a residências e a pessoas que saíam de agências bancárias.

Na época de sua prisão, foram apreendidos na residência do acusado dois revólveres, uma pistola, um carregador para submetralhadora, munições, além de drogas como maconha, pasta base e cocaína. Guilherme Martins confessou o homicídio, alegando que Wilver estava "atrapalhando os negócios" e justificou a posse das armas como uma medida de defesa, uma vez que fazia parte de uma facção criminosa com rivais na região. Ele ainda afirmou que a mulher que o acompanhava era uma amiga, com quem pretendia disfarçar sua fuga após o crime.