Governo solicita fiscalização sobre preços abusivos do gás de cozinha após leilão da Petrobras

Após leilão da Petrobras, governo pede fiscalização sobre preços abusivos do gás de cozinha, que pode impactar famílias de baixa renda e comerciantes.
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O Ministério de Minas e Energia pediu à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) que aumente a fiscalização sobre práticas abusivas na venda de gás de cozinha (GLP). A solicitação veio após leilão realizado pela Petrobras, que resultou em ágio superior a 100%, pressionando os preços no mercado interno, especialmente em áreas com alta demanda.

O ministro Alexandre Silveira destacou que as tensões no Oriente Médio estão elevando o preço do petróleo, mas não justificam aumentos considerados abusivos. O governo reforçou o monitoramento da cadeia de abastecimento e lembrou que uma medida provisória editada em março passou a considerar como infração tanto a cobrança de preços abusivos quanto a recusa no fornecimento de produtos.

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A alta no preço do gás também levanta preocupações sobre o programa Gás do Povo, que subsidia o acesso ao produto para cerca de 15 milhões de famílias de baixa renda. O ministério informou que redes credenciadas podem se retirar do programa caso os valores pagos pelo governo não se ajustem aos preços do leilão.

Em Mato Grosso do Sul, o preço do botijão de 13 quilos (P13) pode aumentar entre R$ 5 e R$ 8, conforme o Sinergás. O sindicato atribui o reajuste a fatores internos e externos, como o aumento do diesel, que eleva os custos de transporte. O presidente do Sinergás afirmou que a situação se deteriorou nos últimos meses, impactando especialmente famílias de baixa renda e pequenos comerciantes que dependem do gás no dia a dia.