Dario Durigan, Ministro da Fazenda, detalhou em entrevista um novo plano do Governo Federal que permitirá a liberação de parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a quitação de dívidas. Esse projeto surge em meio ao aumento do endividamento das famílias, que alcançou 80,4% em março, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O objetivo do governo é reduzir a quantidade de brasileiros endividados, e para isso, Durigan explicou como funcionará a liberação do FGTS. Trabalhadores COM renda de até cinco salários mínimos (equivalente a R$ 8.105) poderão sacar até 20% do saldo do FGTS para saldar suas dívidas.
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A expectativa do Ministério da Fazenda é que aproximadamente R$ 7 bilhões sejam disponibilizados aos cidadãos por meio desse programa de renegociação. O projeto prevê também que os bancos ofereçam um desconto mínimo nas dívidas e que o governo garanta o refinanciamento do saldo restante.
Durigan exemplificou que, em caso de uma dívida de R$ 10 mil COM juros de 8% ao mês, um desconto de 90% poderia reduzir o valor para R$ 1.000, facilitando o pagamento. COM a garantia da FGO, a dívida remanescente poderia ser refinanciada a juros reduzidos, em torno de 2% a 2,5% ao mês.
Além disso, o ministro mencionou que a proposta visa beneficiar cerca de 30 milhões de pessoas, um número significativo diante do atual cenário econômico.
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