O Banco de Brasília (BRB) receberá um empréstimo de R$ 6 bilhões, conforme acordo firmado entre a União e o Distrito Federal (DF). Essa medida foi uma exigência do Banco Central (BC) para que o BRB possa reequilibrar suas contas após as fraudes relacionadas ao Banco Master.
O entendimento foi alcançado durante uma reunião no Supremo Tribunal Federal (STF), que contou com a presença do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e da governadora do DF, Celina Leão, do Partido Progressista (PP). Durante o encontro, Celina solicitou o apoio da União para que o BRB pudesse superar a crise financeira.
Dario Durigan destacou que, caso o DF não honre o pagamento de alguma parcela do empréstimo, haverá um desconto nos repasses do Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios. A União não fornecerá garantias para o crédito, cabendo ao DF apresentar contragarantias. Uma reunião para definir os detalhes do empréstimo está agendada para a próxima quinta-feira, dia 28.
Celina Leão expressou gratidão ao Governo Federal, afirmando que o empréstimo representa um passo importante para tirar o BRB de um “momento de dificuldade” financeira.
A situação do BRB se agravou após a realização de aportes que totalizaram R$ 12 bilhões na compra de carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master. Esses valores eram vistos como uma tentativa de o BRB contornar o rombo financeiro gerado.
O Banco Central já estava em alerta em março de 2025, quando levantou questionamentos sobre a documentação apresentada pelo Banco Master e o volume atípico de créditos negociados com o BRB. A Polícia Federal (PF) também destacou que o BC havia identificado inconsistências nos rendimentos financeiros reportados pelo Master em um documento datado de 23 de junho.
