O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta quarta-feira a continuidade do inquérito das fake news pelo menos até as eleições gerais deste ano. Na avaliação do magistrado, a investigação segue necessária diante de ataques à Corte e a seus integrantes.
Durante a entrevista ao Jornal da Globo, Gilmar Mendes criticou o relatório da CPI do Crime Organizado, que pediu o indiciamento de ministros da Corte e de outras autoridades. "Eu tenho a impressão de que o inquérito continua necessário e ele vai acabar quando terminar, é preciso que isso seja dito em alto e bom som. O tribunal tem sido vilipendiado, veja por exemplo a coragem, eu diria a covardia, do relator da CPI do Crime Organizado de atacar a Corte, pedir indiciamento de pessoas, não cuidando de quem efetivamente cometeu crimes. Isto pode ser deixado assim? Acho que não, é preciso que haja resposta", disse.
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O parecer foi elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e incluiu pedidos de indiciamento contra o próprio Gilmar, além dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por ações e omissões no caso envolvendo o Banco Master. O parecer acabou rejeitado pela comissão.
O ministro solicitou que Moraes inclua Romeu Zema no inquérito das fake news, após o político compartilhar um vídeo que satiriza os ministros da Corte. A peça aborda as relações de ministros do STF com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O decano da Corte negou que o pedido serve para inflamar ainda mais a animosidade entre os dois.
Acho que todos nós que atuamos na vida pública temos que ter responsabilidade e não podemos fazer esse tipo de brincadeira. Ele (Zema) tenta sapatear, talvez aproveitando do momento eleitoral. Isso precisa ser aferido", defendeu Gilmar.
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