A prisão de Palermo faz parte do contexto do 'Plano Falcão', uma estratégia que envolve a instalação de dispositivos de controle e um trabalho investigativo robusto para prevenir a atuação de indivíduos associados ao crime organizado. As autoridades bolivianas ressaltaram que o resultado obtido com a prisão de Palermo é reflexo das ações preventivas e da colaboração entre as forças de segurança.
Gerson Palermo é conhecido por sua trajetória criminosa, que inclui o envolvimento no tráfico de drogas e sequestros. Ele foi pivô do afastamento do desembargador Divoncir Schreiner Maran, na Colônia Penal Agrícola de Campo Grande, onde foi preso em setembro de 2007, acusado de liderar uma quadrilha que possuía 1,5 tonelada de maconha. Além de ser um piloto de aeronaves, ele teve sua última prisão registrada em 2017, após uma série de prisões e fugas ao longo dos anos.
A história de Palermo no crime remonta ao ano de 2000, quando participou do sequestro de um Boeing que transportava R$5 milhões do Banco do Brasil. Ele integrou a quadrilha de Marcelo Borelli, condenado a 177 anos de prisão e falecido em 2011. Ao longo de sua trajetória, Gerson foi condenado principalmente por seu envolvimento com o narcotráfico, atuando como piloto de avião. Apesar de ter cumprido pelo menos 8 anos de uma pena total de 59 anos, ele ainda enfrenta 67 anos de pena a cumprir, que ainda não foram formalmente incluídos em sua execução penal devido à possibilidade de recursos.
A prisão de Gerson Palermo representa um avanço significativo nas operações contra o tráfico de drogas e o crime organizado, destacando a importância da cooperação internacional entre as forças de segurança do Brasil e da Bolívia.
