Fóssil Little Foot Desafia Classificação como Nova Espécie Humana Ancestral

Fóssil Little Foot Desafia Classificação como Nova Espécie Humana Ancestral

O fóssil Little Foot, um dos esqueletos de hominínios mais completos já encontrados, começou a ser desenterrado em 1994 nas cavernas de Sterkfontein, na África do Sul. Com cerca de 3,7 milhões de anos, o esqueleto se tornou uma peça-chave para entender como os ancestrais do gênero Homo se locomoviam, se equilibravam e interagiam com o ambiente.

No entanto, a preservação excepcional do Little Foot deu origem a uma das maiores controvérsias da paleontologia moderna, com o paleoantropólogo Ron Clarke argumentando que o fóssil não deveria ser atribuído à espécie Australopithecus africanus, mas sim a uma espécie diferente, o Australopithecus prometheus. Um estudo recente testou essa hipótese e concluiu que não há base morfológica suficiente para essa classificação.

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Em vez disso, os pesquisadores encontraram diferenças anatômicas importantes em relação aos demais fósseis atribuídos a. africanus, o que levanta a questão de estar diante de uma nova espécie.

O estudo comparou detalhadamente a anatomia do espécime StW 573 com fósseis atribuídos a Australopithecus africanus e com o único exemplar associado a. prometheus, utilizando um scanner 3D de alta resolução.