FMI ajusta projeção do PIB do Brasil e prevê crescimento de 1,9% em 2026

O Fundo Monetário Internacional revisou a expectativa de crescimento do PIB brasileiro para 2026, subindo para 1,9%. A melhora é influenciada pela guerra no Oriente Médio.
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou as expectativas de crescimento da economia brasileira para este ano. A análise considerou um impacto positivo da guerra no Oriente Médio, uma vez que o Brasil se configura como um exportador líquido de petróleo, beneficiando-se do cenário internacional.

No relatório divulgado nesta terça-feira (14), a nova projeção indica um crescimento de 1,9% do PIB brasileiro em 2026, um aumento de 0,3 ponto percentual em relação à previsão anterior de janeiro. O FMI aponta que a guerra poderá ter um efeito líquido positivo em 2026 devido à posição do Brasil como exportador de energia.

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No início de 2023, o FMI havia reduzido a expectativa para o PIB em 2026, citando os impactos do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Desde então, o republicano enfrentou um revés na Suprema Corte, que limitou seus poderes de taxação, enquanto a guerra contra o Irã elevou os preços de energia, favorecendo países exportadores como o Brasil.

Apesar da melhora nas projeções, o Brasil deve experimentar um crescimento mais lento em 2023 em comparação a 2025, quando o PIB aumentou 2,3%. Além disso, o crescimento esperado para o Brasil neste ano será inferior ao projetado para a América Latina e o Caribe, assim como para outras economias emergentes e em desenvolvimento, mas ainda superará a estimativa para países como México, Uruguai e Canadá.

O FMI também prevê que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve cair para 4% em 2023, em comparação aos 5% de 2025. Por outro lado, a taxa de desemprego poderá aumentar, atingindo 6,8%.

Para 2027, o FMI reduziu sua projeção de crescimento do PIB do Brasil para 2%, uma queda de 0,3 ponto percentual em relação à estimativa anterior. Essa revisão se deve à desaceleração da demanda global, custos elevados de insumos e condições financeiras mais restritivas. O órgão acredita que fatores como reservas internacionais adequadas e uma taxa de câmbio flexível ajudarão o Brasil a enfrentar esses desafios. A inflação deve continuar em melhora, alcançando 3,4% no próximo ano, enquanto a taxa de desemprego poderá subir para 7,4%.