O assessor de segurança interna da Casa Branca, Stephen Miller, afirmou que os Estados Unidos consideram que a Groenlândia deveria passar a integrar o território americano como parte de uma estratégia para proteger a região do Ártico e os interesses da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Os Estados Unidos são a principal potência militar da Otan e, por isso, teriam responsabilidade direta na defesa do flanco ártico da aliança.
Para que os Estados Unidos garantam a segurança da região do Ártico, protejam e defendam a Otan e os interesses da Otan, é evidente que a Groenlândia deveria fazer parte dos Estados Unidos, afirmou o assessor. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, pediu que se evitasse pânico diante das falas vindas de Washington e afirmou que não existe qualquer cenário de conquista ou anexação do território pelos Estados Unidos.
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A Groenlândia depende economicamente da pesca e de subsídios anuais da Dinamarca, que cobrem aproximadamente metade de seu orçamento, e ocupa posição estratégica no Ártico, região cada vez mais disputada por potências globais em razão de rotas marítimas, recursos naturais e presença militar. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou publicamente que o país precisa da Groenlândia por razões de segurança nacional, devido à presença crescente de Rússia e China no entorno do território ártico.