Um estudo publicado na revista Nature, em outubro, reacende um velho debate da física moderna: afinal, a gravidade precisa ser quantizada para produzir fenômenos como o entrelaçamento quântico? Os autores, professores do Departamento de Física da Universidade de Londres, demonstraram que sob certas condições, mesmo uma gravidade tratada de modo totalmente clássico pode gerar entrelaçamento quântico entre massas em superposição.
A conclusão não derruba a ideia da gravidade quântica, mas altera a interpretação de uma das estratégias experimentais mais promissoras para detectá-la. Nos últimos anos, grupos de pesquisa em diversos países se dedicaram a um tipo particular de experimento: colocar duas pequenas massas em superposição quântica e observar se a interação gravitacional entre elas produz entrelaçamento.
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Muitos físicos defendem que esse entrelaçamento seria um “sinal inequívoco” da quantização da gravidade. Agora Joseph Azizi e Richard Howl, da Universidade de Londres, afirmam que tal argumento estava incompleto.
A afirmação, ignorava um ingrediente essencial: a teoria quântica de campos, que descreve a matéria de forma mais realista que a mecânica quântica tradicional. O novo trabalho revela que, quando a matéria é tratada com essa estrutura mais completa, surgem canais de interação mediados por partículas virtuais de matéria.