Em março de 2024, o endividamento das famílias brasileiras atingiu 80,4%, o maior nível desde o início da série histórica em 2015. O índice subiu de 80,2% em fevereiro, representando um aumento de 0,2 ponto percentual. Esses dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), que analisa o comportamento financeiro das famílias no país.
O percentual inclui lares com dívidas a vencer, como cartão de crédito, cheque especial, carnês, crédito consignado, empréstimos pessoais e financiamentos de veículos e imóveis. A Confederação Nacional do Comércio (CNC) alerta que esse novo recorde pode intensificar a pressão sobre os preços, especialmente devido às tensões no Oriente Médio e à alta do petróleo, impactando o custo de vida no Brasil.
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Em resposta ao cenário de alta do endividamento, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda a retomada do programa Desenrola Brasil, que visa a renegociação de dívidas com descontos e juros mais baixos. O programa, criado em 2023, foi encerrado em março de 2024 após renegociar dívidas de cerca de 15,5 milhões de brasileiros, com maior foco na população de baixa renda.
Apesar de uma leve melhora no controle das dívidas entre famílias com renda de até três salários mínimos, a CNC aponta que fatores como juros elevados e o aumento no custo do diesel continuam a gerar incertezas inflacionárias. O índice de inadimplência permaneceu estável em 29,6%, mas é 1 ponto percentual maior do que no mesmo mês do ano anterior, refletindo os impactos da alta da taxa Selic, que se manteve em 15% até março de 2026.