A proximidade das eleições para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (MS) desperta curiosidade, especialmente pela quantidade de ex-presidentes e ex-governadores que se apresentam como candidatos. Das 24 cadeiras disponíveis, quatro ex-presidentes da Assembleia estão na disputa: Londres Machado, Paulo Corrêa, Junior Mochi e Jerson Domingos, além do atual presidente Gerson Claro, que poderá se reeleger ou deixar o cargo ao final deste ano.
Além dos ex-presidentes, os ex-governadores André Puccinelli e José Orcírio também figuram entre os pré-candidatos, intensificando a competição pelo parlamento estadual. A presença desses políticos experientes sugere uma eleição acirrada, onde as estratégias e alianças políticas serão fundamentais para o sucesso nas urnas.
Em um contexto paralelo, um curso online gratuito voltado para o combate à desinformação se destaca na agenda local. Com 100 vagas disponíveis e financiamento da União Europeia, o curso “Democracia, Europa, Extremismo de Extrema-direita: Neutralizando Perigos” será oferecido pelo Centro Universitário Integrado de Campo Mourão. As aulas ocorrerão entre 6 de julho e 8 de agosto e as inscrições já estão abertas.
O curso contará com um corpo docente formado por doutores e pesquisadores de diferentes países, incluindo Brasil, Portugal, Rússia, Itália e África do Sul. Os temas abordados incluirão a regulação das Big Techs, a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o papel da ciência no enfrentamento da desinformação. Ao final do curso, os participantes receberão um certificado.
No cenário político, a tensão não se limita apenas às eleições. O deputado federal Luiz Ovando, que até então estava confortável em seu partido, o PP, manifestou descontentamento com a recente filiação de Dagoberto Nogueira. A relação entre os dois parlamentares já foi marcada por desavenças, refletindo uma identidade política que gera conflitos dentro da legenda.
A dinâmica entre Ovando e Nogueira ilustra a complexidade das alianças políticas e a importância de se manter uma identidade clara em um ambiente onde as filiações podem gerar disputas acirradas. A proximidade das eleições promete trazer à tona esses desafios, com candidatos buscando consolidar suas bases eleitorais e enfrentar adversários tanto nas urnas quanto dentro de seus próprios partidos.

