A suspensão de dois meses imposta ao deputado federal Marcos Pollon pelo Conselho de Ética gerou uma reação imediata da família Bolsonaro. Os irmãos Eduardo e Flávio manifestaram seu apoio ao parlamentar sul-mato-grossense, considerando a punição uma forma de perseguição política que ameaça a liberdade de atuação parlamentar.
Eduardo Bolsonaro não hesitou em criticar a decisão, chamando-a de "covardia institucionalizada" e um "verdadeiro ataque à democracia". Ele argumentou que parlamentares da direita têm sido tratados de maneira diferente em comparação com a esquerda dentro do Congresso, fazendo referência a episódios anteriores que não resultaram em punições semelhantes. "Toda perseguição deixa marcas e essa será mais uma cicatriz que Pollon carregará com honra", afirmou Eduardo.
Por sua vez, Flávio Bolsonaro adotou um tom mais institucional em sua defesa, mas alinhou-se com a mesma linha de pensamento do irmão. O pré-candidato à presidência destacou que a punição a parlamentares que defendem a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro cria um grave precedente contra a liberdade de expressão e o pleno exercício do mandato parlamentar. Ele expressou a expectativa de que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) reverta a decisão do Conselho de Ética ao analisar o recurso.
Além das declarações dos Irmãos Bolsonaro, a senadora Soraya Thronicke, que já foi bolsonarista, também se manifestou a respeito do cenário político atual. Ela afirmou ter ficado "de queixo caído" ao receber apoio direto do presidente Lula para sua candidatura nas próximas eleições. Soraya relatou que Lula garantiu que fará campanha por ela, sem exigir reciprocidade, enfatizando a autonomia de sua campanha.
A senadora se posicionou como uma candidata que busca o apoio de diversos eleitorados, incluindo aqueles que se identificam com a direita. Ela mencionou que há "bolsonaristas envergonhados" que a apoiam, demonstrando sua estratégia de se apresentar como uma opção viável entre diferentes ideologias políticas para as eleições de 2026.
Em outro desdobramento, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul anunciou a promoção de 13 juízes substitutos durante uma sessão administrativa do Órgão Especial. As promoções ocorreram seguindo critérios de antiguidade e merecimento, previamente analisados pelo Conselho Superior da Magistratura. Entre os promovidos, destacam-se Anderson do Amaral Lima Silva, que assumirá a comarca de Itaquiraí, e Letícia Meneguete Celin, que irá para Angélica, entre outros.
