A Prefeitura de Dourados anunciou a confirmação da primeira morte por chikungunya na área urbana do município, ocorrida em 16 de março. A vítima é um homem de 63 anos, morador do bairro Parque das Nações 2, que apresenta alta incidência de mosquitos Aedes aegypti, responsáveis pela transmissão da doença.
O paciente começou a apresentar sintomas no dia 7 de março e foi internado em um hospital particular, mas não resistiu e faleceu em 13 de março. O diagnóstico foi confirmado por meio de uma análise do Lacen (Laboratório Central).
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Com esse registro, Dourados contabiliza oito mortes por chikungunya em 2026, sendo que as demais vítimas eram indígenas, incluindo duas mulheres com 60 e 69 anos e três homens de 55, 73 e 77 anos, além de dois bebês com um e três meses. Um caso de uma criança indígena de 12 anos está sob investigação após a morte no início de abril.
A taxa de positividade para a doença no município é preocupante, alcançando 67,5%, o que indica uma alta probabilidade de novos casos entre indivíduos que apresentam sintomas. Dourados já registrou 1.747 casos confirmados, com 3.083 em investigação e 841 descartados.
As unidades de saúde mais ativas na cidade são as do Joquei Clube, Seleta e Parque do Lago 2, seguidas por Santo André, Maracanã e Parque das Nações 2, onde ocorreu a morte mais recente. A vigilância em saúde indica um aumento nas internações e sobrecarga nos serviços de saúde pública, refletindo a crescente pressão sobre os leitos hospitalares.
Na Reserva de Dourados, as ocorrências têm apresentado uma diminuição, enquanto nas aldeias Jaguapiru e Bororó, que também atendem moradores de Itaporã, foram registrados 1.461 casos confirmados, com 639 descartados e 532 ainda em análise.