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Dourados registra décimo óbito por Chikungunya, sendo a vítima um bebê indígena

A cidade de Dourados enfrenta uma intensa epidemia de Chikungunya, com a confirmação de dez mortes, incluindo a de um menino de 48 dias. A situação alarmante se agrava nas aldeias indígenas, onde a doença se dissemina rapidamente.
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Dourados registrou mais uma morte em decorrência da Chikungunya, totalizando dez óbitos pela doença no município, sendo que nove dessas vítimas são moradores de aldeias indígenas. A última vítima é um menino da Aldeia Bororó, que contava com apenas 48 dias de vida e estava internado no Hospital Universitário HU/UFGD desde o dia 3 de maio, após ser levado pelas equipes de saúde que atuam na Reserva Indígena.

A epidemia de Chikungunya se espalhou rapidamente entre os habitantes das Aldeias Bororó e Jaguapiru, resultando em 3.199 notificações, 2.475 casos prováveis e 2.088 casos confirmados, além de 724 descartados e 387 em investigação. O Informe Epidemiológico divulgado em 8 de maio revela que Dourados conta com 35 pacientes internados, distribuídos entre diversas unidades de saúde: quatro no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá), 19 no Hospital Universitário HU/UFGD, um no Hospital Cassems, um no Hospital Unimed, sete no Hospital Regional, dois no Hospital da Vida e um no Hospital Evangélico Mackenzie.

Os números gerais da epidemia em Dourados são alarmantes, com 8.149 notificações para Chikungunya, incluindo 5.350 casos prováveis e 3.340 confirmados. Além disso, 2.799 casos foram descartados e 2.010 estão em investigação. A curva de positividade da doença se mantém alta, variando entre 54% e 61% nos últimos 15 dias, de acordo com os laudos analisados. Esses dados indicam uma intensa circulação do vírus na região, com valores que permanecem muito acima dos parâmetros considerados seguros para vigilância epidemiológica.

Sobre os óbitos, além das dez mortes confirmadas, há outras três em investigação. Entre elas está uma criança indígena de 12 anos, um idoso não indígena de 84 anos com doença arterial coronariana e um homem de 50 anos, que não apresentava doenças crônicas no momento da classificação de risco e faleceu na UPA em 27 de abril de 2026.

O secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, que também coordena o COE, expressou seu pesar pela décima morte relacionada à Chikungunya. Ele reforçou a gravidade da situação e a necessidade de um esforço conjunto da população no combate ao mosquito Aedes aegypti: “Combater os focos não é responsabilidade apenas da prefeitura, mas de todos nós”, destacou. Figueiredo enfatizou a importância de eliminar pontos de água parada, manter os quintais limpos e realizar o descarte correto do lixo para enfrentar a epidemia.