O Ministério da Saúde divulgou, na sexta-feira (10), a liberação de R$ 27,5 milhões para Dourados, que enfrenta uma epidemia de chikungunya. Os recursos serão alocados em diversas áreas da saúde local, com foco em hospitais e unidades de atendimento.
Dentre os investimentos, R$ 19,3 milhões serão destinados anualmente ao Hospital Regional de Dourados (HRD). O Hospital Universitário de Dourados (HU) receberá R$ 325 mil por ano, enquanto o Hospital Missão Evangélica Caiuá, que atende povos indígenas, terá um repasse de R$ 1,01 milhão anualmente.
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Além disso, a habilitação de 20 leitos de UTI Tipo II no Hospital Regional, com 10 leitos para adultos e 10 para crianças, demandará um investimento de R$ 3,94 milhões por ano. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) contará com uma Unidade de Suporte Avançado (USA) e duas Unidades de Suporte Básico (USB), com um aporte de R$ 426 mil anualmente.
O investimento também contempla a Qualificação da Central de Regulação das Urgências (CRU), que receberá R$ 270 mil, e a Habilitação do Centro Especializado em Reabilitação (CER II), com R$ 2,26 milhões. Rodrigo Stabelli, diretor da Força Nacional do SUS, destacou que esses recursos são uma resposta à emergência da chikungunya.
Em ações paralelas, o Ministério da Saúde já está atuando no município para conter a disseminação da doença, com a mobilização de 50 agentes de COMBATE a endemias, 40 militares do Exército Brasileiro e 21 voluntários da Defesa Civil. Esses profissionais estão realizando visitas domiciliares, eliminando criadouros e aplicando inseticidas em áreas como Jaguapiru e Bororó.
A Força Nacional do SUS está presente na região desde 17 de fevereiro e já contabiliza 1,9 mil atendimentos. O tratamento da chikungunya inclui a recomendação de ingestão de líquidos e o uso de medicamentos como paracetamol, enquanto o COMBATE ao Aedes Aegypti deve ser intensificado para evitar novos casos.