Autoridades do Federal Reserve que votaram contra o corte de juros nos EUA disseram que estão preocupadas com o fato de a inflação permanecer muito alta para justificar taxas mais baixas. O presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, afirmou que discordou do corte de 0,25 ponto percentual nos juros porque considerou melhor aguardar mais dados sobre a inflação e a situação do mercado de trabalho.
Goolsbee disse que deveriam ter esperado para obter mais dados, especialmente sobre a inflação, e que aguardar até o início do próximo ano para reduzir os juros teria dado aos formuladores de políticas o benefício de dados governamentais atualizados. O presidente do Fed de Kansas City, Jeffrey Schmid, também discordou, defendendo a manutenção da taxa, enquanto o membro do conselho do Fed Stephen Miran defendeu um corte maior, de 50 pontos-base.
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A inflação está acima da meta há quatro anos e meio, e o progresso nesse sentido está estagnado há vários meses. Goolsbee acredita que há poucos indícios de uma deterioração tão rápida do mercado de trabalho que os impedisse de esperar pelos dados divulgados nos primeiros meses do próximo ano antes de tomar qualquer decisão.
Schmid afirmou que a inflação está muito alta e a política monetária deve permanecer moderadamente restritiva para mantê-la sob controle. A presidente do Fed da Filadélfia, Anna Paulson, disse que continua preocupada com a fragilidade do mercado de trabalho, mas acredita que a inflação cairá ao longo do próximo ano com a diminuição dos impactos das tarifas.