A captura de Nicolás Maduro ocorre em um momento de profundas mudanças políticas na América Latina com a vitória de lideranças de direita na região. Recentemente, Chile, Honduras e Bolívia resolveram abandonar a esquerda ao escolher governantes conservadores para estar à frente da gestão dos países.
Essa guinada política regional coincide com um momento de envolvimento direto dos Estados Unidos na crise venezuelana e com discussões sobre uma possível transição democrática em Caracas, criando um ambiente que pode facilitar a retomada de relações diplomáticas e um novo impulso para a recuperação econômica e social na Venezuela. A Argentina, governada pela direita desde 2023, foi um dos primeiros países da região a expressar apoio ao governo Trump.
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O presidente Javier Milei defendeu que a queda do ditador chavista permite ao país passar por uma transição política liderada pelo presidente legitimamente eleito nas eleições de 2024, o candidato de oposição ao regime, Edmundo González Urrutia. O presidente paraguaio, Santiago Peña, informou que mantém contato direto com líderes regionais e que seu governo está preparado para apoiar um possível processo de transição na Venezuela.
Países como Argentina, Chile, Bolívia, Peru e Paraguai podem ser úteis caso haja necessidade de uma força de segurança estabilizadora no terreno, bem como para promoção da eventual reconstrução das instituições públicas e da infraestrutura venezuelana.