Em Campo Grande, a proposta da 'cidade de 15 minutos' se depara com desafios como a distância e a falta de infraestrutura adequada. A ideia, desenvolvida pelo urbanista Carlos Moreno, visa permitir que as pessoas tenham acesso aos serviços essenciais em até 15 minutos a pé ou de bicicleta. No entanto, muitos moradores relatam que a realidade é bem diferente.
A professora Victoria Nascimento, que mora no Bairro Santa Fé, afirma que consegue caminhar até o salão de beleza, mas enfrenta dificuldades para acessar outros serviços essenciais em sua rotina. Ela destaca a falta de comércio próximo e a infraestrutura inadequada para pedestres, como calçadas ocupadas por carros e obstáculos que dificultam a passagem.
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Wendel de Sousa, um barista que reside no Jardim Presidente, também relata que seu principal meio de transporte é o aplicativo, já que os serviços essenciais estão distantes. Para pequenas compras, ele ainda consegue ir a pé, mas para as compras mensais, a opção é utilizar o carro. A situação é similar na Rua Vitório Zeolla, no Bairro Carandá Bosque, onde, apesar da presença de diversos estabelecimentos comerciais, o uso do carro predomina.
José Alan Santos, que mora no Bairro Coronel Antonino, menciona que evitar fazer atividades a pé é uma escolha, reforçando a dificuldade enfrentada pelos moradores para acessar serviços próximos. A realidade de Campo Grande ilustra os desafios da implementação da ideia de 'cidade de 15 minutos' na prática.