A manhã desta terça-feira (12) foi marcada pela surpresa dos deputados estaduais de Mato Grosso do Sul com a prisão de Rudi Fiorese, ex-secretário de obras de Campo Grande e atual diretor-presidente da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos). A operação que resultou na detenção de Fiorese remete a investigações iniciadas em 2017, na operação Cascalhos de Areia, fato que muitos parlamentares desconheciam até o momento da prisão.
O deputado Lídio Lopes, do Avante e marido da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, comentou que o desdobramento da operação é antigo, mas não entrou em mais detalhes. Já a deputada Gleice Jane, do PT, expressou sua preocupação com a qualidade do asfalto na capital, afirmando que a situação das operações de tapa-buraco deve ser investigada. "É muito dinheiro sendo destinado para essa atividade e a qualidade do trabalho não é satisfatória, o que impacta diretamente a população", destacou.
Pedro Caravina, do PSDB, também se manifestou, ressaltando a importância de uma investigação detalhada sobre a situação. Ele enfatizou que Rudi Fiorese ocupa um cargo relevante e que a apuração é necessária para entender os fatos que cercam a operação.
Rudi Fiorese foi preso em sua residência e, além dele, outras seis pessoas foram detidas, incluindo o engenheiro Mehdi Talayeh e o gestor de projetos Edivaldo Aquino Pereira. A prisão ocorreu em um momento em que a gestão de obras na capital é amplamente questionada pelos parlamentares.
A operação que levou à prisão de Fiorese e outros envolvidos levanta questões sobre a gestão pública e a aplicação de recursos na infraestrutura urbana, temas que devem ser debatidos amplamente na Assembleia Legislativa, considerando o impacto direto na qualidade de vida dos cidadãos de Campo Grande.
