Gustavo Gayer, deputado federal pelo PL-GO, foi sentenciado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal a pagar uma indenização de R$ 20 mil à ex-ministra das Relações Institucionais Gleisi Hoffmann. A condenação ocorreu nesta quarta-feira, 8 de março de 2025, devido a ofensas misóginas proferidas por Gayer em um vídeo publicado no X.
No vídeo, Gayer insinuou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia "oferecido" Gleisi aos líderes do Congresso de uma forma similar à atuação de um cafetão COM uma "garota de programa". Ele também sugeriu que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deveria formar um “trisal” COM Gleisi e seu marido, o deputado Lindbergh Farias.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Resumo rápido gerado automaticamente
Essa provocação se seguiu a comentários de Lula sobre ter designado uma "mulher bonita" para a articulação política, buscando boas relações COM os presidentes da Câmara e do Senado. A defesa de Gayer argumentou que o deputado estava resguardado pela imunidade parlamentar e pela liberdade de expressão.
Inicialmente, o argumento foi aceito em primeira instância, mas a decisão foi revertida pelo TJ-DF, que considerou a linguagem usada por Gayer como chula e desprovida de conteúdo político. O desembargador Alfeu Machado destacou que a comparação de Gleisi COM uma "garota de programa" representa uma grave forma de violência institucional.
Machado afirmou que a crítica não se direciona à política institucional, mas à condição de gênero da autora, explorando sua imagem de forma degradante e incompatível COM os valores de dignidade e respeito às mulheres em espaços de poder.
O casal ainda mencionou a tramitação de um projeto de lei que visa criminalizar a misoginia, afirmando que continuarão a lutar contra a extrema-direita e a defesa dos direitos das mulheres na política.