A defesa de Roger Abdelmassih, condenado a mais de 100 anos de prisão por estupro de pacientes, pede que ele cumpra o restante da pena em prisão domiciliar devido a risco de morte súbita.
A defesa do ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a mais de 100 anos de prisão por estupro de pacientes, apresentou dois pedidos à Justiça para que ele possa cumprir o restante da pena em prisão domiciliar humanitária, alegando risco de morte súbita. Roger Abdelmassih, que tem 82 anos, segue preso na Penitenciária II de Tremembé, no interior paulista, após a condenação que soma 173 anos e seis meses.
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A defesa do ex-médico já havia apresentado um pedido parecido em setembro do ano passado e em agosto de 2023, mas o último foi negado. A esposa e advogada de Roger, Larissa Sacco Abdelmassih, protocolou um pedido na vara de Execuções Criminais de São José dos Campos, alegando que as doenças que acometem o ex-médico estariam se agravando nos últimos anos.
Ela afirma que o pedido não quer afastar a condenação, mas sim garantir que a perda da liberdade não signifique uma morte indigna, com desnecessário sofrimento físico e perda da vida. A defesa também lembra que Roger já foi colocado em prisão domiciliar por questões de saúde, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), mas voltou para a prisão após a revogação da medida, em 2021.