O empresário italiano Paolo Zampolli, que ocupa o cargo de enviado especial para parcerias globais no governo de Donald Trump, provocou indignação após fazer declarações ofensivas sobre mulheres brasileiras em entrevista à emissora Rai. Durante a conversa, Zampolli afirmou que as brasileiras são "programadas para causar confusão", referindo-se à sua ex-esposa, Amanda Ungaro, com quem esteve casado por quase 20 anos. Ele ainda generalizou comportamentos das mulheres brasileiras, afirmando que "os brasileiros assistem a novelas e são todos um pouco assim".
Na entrevista, que foi exibida no último domingo (19), o Conselheiro de Trump fez afirmações ainda mais polêmicas. Ao ser questionado sobre uma amiga, ele usou termos depreciativos, referindo-se a "uma dessas put** brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais". As falas foram feitas sem qualquer contextualização e refletiram um tom discriminatório.
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Amanda Ungaro, de 41 anos, ex-esposa de Paolo Zampolli, foi deportada dos Estados Unidos em 2025, após residir no país por mais de 20 anos. A deportação de Amanda é um desdobramento que destaca a relação conturbada entre os dois, uma vez que ela acusa o ex-marido de abusos sexuais e agressões físicas durante o casamento. Além disso, a brasileira afirmou ter participado de eventos promovidos pelo rapper Sean “Diddy” Combs, que atualmente enfrenta problemas legais relacionados a crimes de exploração sexual.
Zampolli, que mantém uma relação próxima com Donald Trump desde 2004, é uma figura influente no cenário político e já atuou como agente no setor de modelos. Ele é creditado como responsável pelo processo de obtenção do visto de trabalho de Melania Trump, esposa do presidente dos Estados Unidos, na década de 1990. As polêmicas em torno de sua figura não param por aí; ele também está relacionado a Jeffrey Epstein, financista falecido em 2019, e voltou a ser mencionado na mídia recentemente após fazer uma proposta à FIFA para que a Itália substituísse o Irã na Copa do Mundo deste ano.
As declarações de Zampolli não só geraram reações negativas nas redes sociais, mas também levantaram questões sobre a percepção e o tratamento das mulheres, especialmente em um contexto onde a desigualdade de gênero ainda é um tema relevante. As ofensas proferidas pelo Conselheiro de Trump podem ter impactos significativos, tanto em sua imagem pessoal quanto em sua influência política, levando a um debate mais amplo sobre preconceito e discriminação em diversas esferas da sociedade.

