O ex-vereador Tiago Vargas, de Campo Grande, poderá reassumir seu posto na Polícia Civil após a anulação de sua demissão pela Justiça de Mato Grosso do Sul. A decisão, unânime, foi proferida pela 1ª Câmara Cível na terça-feira, 19 de maio de 2020, e publicada no Diário de Justiça Eletrônico em 21 de maio de 2020.
Os desembargadores que analisaram o caso chegaram à conclusão de que o laudo que sustentou a expulsão de Vargas carecia de imparcialidade, perdendo assim sua validade. O relator do processo, desembargador Marcelo Câmara Rasslan, destacou a ausência de “elemento técnico idôneo e conclusivo apto a comprovar a incompatibilidade da conduta do servidor com o exercício da função policial”.
A demissão de Tiago Vargas ocorreu em 2020, em decorrência de um processo administrativo relacionado a um episódio que aconteceu durante uma perícia psiquiátrica realizada em abril de 2019. Com a anulação da demissão, a Justiça permitiu que o Estado iniciasse um novo procedimento administrativo, desde que apresente evidências técnicas adequadas e respeite o direito à defesa do ex-investigador.
Vargas tem um histórico polêmico nos últimos anos, incluindo uma condenação pelo Tribunal do Júri por declarações feitas contra o ex-governador Reinaldo Azambuja, nas quais o chamou de “corrupto”. Essa condenação resultou em uma pena que incluía prisão domiciliar noturna e a utilização de tornozeleira eletrônica.
Durante sua atuação como vereador na Câmara Municipal de Campo Grande, entre 2021 e 2024, o ex-vereador também enfrentou diversas ações judiciais devido a ataques direcionados a jornalistas e adversários políticos, o que aumentou a controvérsia em torno de sua figura pública.
