Flamengo se prepara para a estreia no Mundial de Clubes com um 'problema bom' na zaga central, entre a recuperação de Léo Ortiz e a sequência de Danilo.
Filipe Luís tem dilema na zaga do Flamengo para o Intercontinental: escolher entre Léo Ortiz, recuperado de lesão, ou Danilo, que teve sequência recente.
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O Flamengo inicia sua terceira tentativa de reconquistar o mundo na quarta-feira (10), enfrentando o Cruz Azul pelas quartas de final da Copa Intercontinental, em Doha. O técnico Filipe Luís tem um importante dilema na defesa para solucionar antes da estreia: a escolha do parceiro de zaga para Léo Pereira.
A disputa está acirrada entre Léo Ortiz, que retorna de lesão, e Danilo, que vem atuando na posição.
A situação não é nova para o comandante rubro-negro, que precisou tomar uma decisão similar há dez dias, para a final da Libertadores. Naquela ocasião, Ortiz fez um grande sacrifício para estar fisicamente disponível, mas mesmo assim permaneceu no banco durante a vitória sobre o Palmeiras.
Filipe Luís revelou que Ortiz expressou o desejo de jogar, mas priorizou o sucesso da equipe, aceitando a escolha de Danilo se fosse o melhor para o time.
Léo Ortiz foi titular incontestável em grande parte do ano, cativando a torcida com sua qualidade na construção de jogadas e capacidade de antecipação. Considerado por muitos o melhor dos três zagueiros, ele é um símbolo de segurança, com o Fla sofrendo apenas 34 gols em 54 partidas com ele em campo.
Contudo, a questão principal não é técnica: o defensor está há dois meses sem atuar devido a uma lesão no tornozelo direito, e o jogo contra o Cruz Azul seria sua primeira partida 100% fisicamente recuperado.
Por outro lado, Danilo teve um papel fundamental para o Flamengo chegar à disputa do Intercontinental. Foi dele o gol que garantiu o tetracampeonato da Libertadores e um bloqueio decisivo na final.
Se a última impressão pesa a seu favor, a sequência de jogos anterior pode deixá-lo no banco. Ele precisou emendar uma série de partidas devido à contusão de Ortiz, e os números defensivos nesse período não foram bons, com seis gols sofridos em seis jogos, uma média muito superior ao restante de 2025.
A decisão de Filipe Luís para o ‘Dérbi das Américas’ será crucial. Ele precisará ponderar entre a qualidade inegável e a capacidade de construção de jogo de Léo Ortiz, que carece de ritmo após uma longa inatividade, e a experiência recente de Danilo, que demonstrou momentos decisivos, mas também vulnerabilidades defensivas.
A escolha definirá a solidez defensiva do Flamengo em sua busca pelo tão sonhado título mundial.