O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) determinou a prisão preventiva de Adilson Oliveira Coutinho Filho, popularmente conhecido como "Adilsinho", e de seus comparsas Rafael do Nascimento Dutra, conhecido como "Sem Alma", e Jefferson Rodrigues da Silva, o "Jefe". A medida foi tomada após a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) em relação à morte do policial penal Bruno Kilier da Conceição Fernandes, ocorrida em junho de 2023, no Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio.
Os três envolvidos fazem parte da nova cúpula do Crime Organizado ligada ao jogo do bicho e já se encontram detidos por outro delito. As autoridades de segurança pública do Estado do Rio consideram Adilsinho como um dos principais responsáveis pela produção e distribuição de cigarros falsificados na região. De acordo com a denúncia, Bruno Kilier foi executado com disparos de fuzil após ser monitorado por membros do grupo criminoso, que utilizaram um rastreador GPS instalado clandestinamente em seu veículo.
As investigações revelaram que a vítima representava uma fabricante de cigarros e se tornou um empecilho para os interesses da organização criminosa liderada por Adilsinho. O MPRJ alega que o contraventor controla o comércio de cigarros ilegais provenientes do Paraguai, com fábricas localizadas em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
O grupo, segundo as autoridades, busca monopolizar a venda ilegal de cigarros no Estado do Rio de Janeiro. O crime está relacionado a uma série de homicídios que envolvem a chamada "máfia do cigarro", que também está ligada a disputas no setor do jogo do bicho. O Gaeco, Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MPRJ, classificou Rafael Dutra como um dos principais colaboradores de Adilsinho, responsável por planejar e monitorar a execução do crime. Jefferson Rodrigues, por sua vez, teria sido o responsável por adquirir e configurar o rastreador que permitiu o acompanhamento da vítima.
Além da decretação das prisões preventivas, a Justiça também determinou que Adilsinho permaneça em um presídio federal de segurança máxima. Ele já está cumprindo pena na Penitenciária Federal em Brasília, onde foi transferido após sua prisão em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, no dia 26 de fevereiro de 2023. Adilsinho também é conhecido por sua posição como presidente de honra da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro.
