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Cuidados com a pele dos pets no inverno: dicas para evitar ressecamento

Com a chegada do frio, a pele dos animais pode sofrer com ressecamento. Especialistas alertam sobre os cuidados necessários para manter a saúde dos pets durante o inverno.
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A chegada do inverno e a queda nas temperaturas podem causar ressecamento, coceira e dermatites em pets, exigindo atenção especial dos tutores. Banhos frequentes e o uso de produtos inadequados podem prejudicar a barreira natural da pele, intensificando o desconforto em cães. A médica-veterinária Nathália Starek, CEO da Vidaá, primeira marca de skincare para animais no Brasil, destaca que a produção de umidade superficial da pele diminui durante o inverno, tornando-a mais suscetível ao ressecamento. Por isso, recomenda-se evitar banhos excessivos, que podem eliminar lipídios naturais e comprometer a microbiota protetora da pele.

Animais com subpelo, como os cães das raças spitz alemão, husky e samoieda, requerem cuidados redobrados. Durante o inverno, o organismo desses cães tende a reter mais subpelo, o que diminui a troca de pelagem e a torna mais densa para manter o calor. Isso pode dar a impressão de que o pelo parou de cair, mas na verdade está sendo mantido para proteção térmica. Se os banhos forem excessivos ou se o ambiente estiver muito seco, a pelagem pode ressecar ainda mais, conforme explica Nathália.

Já os cães de pelagem simples, como maltês, yorkshire, poodle e shih tzu, têm menor quantidade de subpelo, dependendo mais da temperatura ambiental para se manterem aquecidos. Nesses casos, a pelagem tende a crescer mais lentamente e a pele pode ficar mais ressecada, tornando-os mais vulneráveis aos efeitos de banhos frequentes. Sintomas como coceira, caspa, pelagem opaca e queda excessiva de pelos podem indicar que a frequência de banhos está muito alta.

Para preservar a saúde da pele e dos pelos, é recomendado o uso de mousse de limpeza a seco após os passeios e a aplicação de um sérum, que deve ser escolhido em conjunto com um médico-veterinário, de acordo com as necessidades específicas de cada animal. Nathália sugere que os banhos de imersão sejam espaçados, com um intervalo mínimo de 45 dias durante o inverno, e que os produtos utilizados respeitem o pH natural da pele. É essencial evitar banhos quentes, que podem agravar o ressecamento, e garantir que o animal seja bem seco após o banho, já que a umidade pode favorecer o desenvolvimento de fungos.

Além dos cuidados externos, é importante monitorar a ingestão de água e a alimentação do animal, pois a saúde deve ser tratada de dentro para fora. Mudanças externas, como queda excessiva de pelos ou coceiras, podem sinalizar problemas de saúde mais sérios, como questões gastrointestinais. Nathália alerta que qualquer alteração no comportamento do pet requer investigação para garantir seu bem-estar.