O regime comunista de Cuba intensificou ações de vigilância, restrição de circulação e presença policial em espaços públicos após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do agora ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. As medidas foram reveladas nas redes sociais por organizações de direitos humanos e coincidem com o temor do regime comunista cubano de possíveis repercussões internas diante da queda de seu principal aliado regional.
A organização de direitos humanos Cubalex relatou um aumento significativo da vigilância em frente às residências de opositores e ativistas cubanos que ainda vivem na ilha. Membros do Partido União por Cuba Livre permanecem sitiados por forças de segurança, sem autorização para circular livremente na ilha.
O opositor Miguel Ángel Herrera relatou que está sob vigilância constante na cidade de Guantánamo. Na cidade de Santa Clara, o coordenador geral do Foro Antitotalitário Unido, Guillermo Fariñas, denunciou que um oficial do regime de Havana informou a familiares que ele não poderia sair de casa entre segunda e terça, sob ameaça de nova detenção.
Houve também reforço da presença policial e militar em áreas centrais de Havana, como Havana Vieja, com patrulhamento ostensivo e controle do espaço público durante todo o fim de semana. A reação interna ocorre em paralelo à resposta oficial do regime cubano aos acontecimentos na Venezuela.
