Cuba enfrentará apagões prolongados ao longo desta quinta-feira, com cortes que deixarão até 52% do país sem energia elétrica simultaneamente. A ilha sofre com uma grave crise energética desde o verão de 2014 devido à falta de divisas para importar petróleo e às frequentes falhas em suas usinas termelétricas obsoletas.
Além disso, a incerteza após a operação que resultou na prisão do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, afeta o país, pois Caracas era o principal fornecedor de petróleo bruto para Havana. A União Elétrica estima uma capacidade de geração de 1.560 megawatts e uma demanda máxima de 3.200 megawatts durante a tarde e a noite, resultando em um déficit de 1.640 megawatts.
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Atualmente, cinco das 16 usinas termelétricas em operação estão fora de serviço devido a avarias ou falta de manutenção, e 116 usinas de geração distribuída não estão operando por falta de combustível. Especialistas independentes indicam que a crise energética em Cuba decorre do subfinanciamento crônico desse setor, que é totalmente estatal desde a revolução cubana de 1959.
Os prolongados apagões diários estão prejudicando gravemente a economia, que contraiu mais de 15% desde 2020, e também foram o estopim dos principais protestos dos últimos anos.