Crise na Venezuela afeta contas públicas brasileiras e abre oportunidade comercial com a China

Crise na Venezuela afeta contas públicas brasileiras e abre oportunidade comercial com a China

A prisão de Nicolás Maduro e a iminente volta de petroleiras americanas à Venezuela colocam em risco adicional as já deterioradas contas públicas brasileiras. O país acumula déficit primário desde novembro de 2014 e viu o rombo das estatais federais triplicar em 2024.

A ameaça agora é a queda nos dividendos da Petrobras, pois a oferta global de petróleo deve aumentar com a volta das empresas americanas, derrubando preços e reduzindo os repasses da estatal ao Tesouro Nacional. No entanto, as sanções americanas mantidas por Donald Trump bloqueiam as exportações venezuelanas e abrem janela para o Brasil se tornar fornecedor alternativo de petróleo à China no curto prazo.

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O histórico fiscal brasileiro mostra que se trata de uma fragilidade estrutural, não conjuntural, com apenas um breve respiro entre o final de 2021 e o início de 2023. A deterioração, porém, voltou com força, e uma queda nos dividendos da Petrobras tornaria esse buraco ainda mais profundo.

A possível volta de petroleiras americanas à Venezuela ganha relevância justamente nesse contexto de fragilidade fiscal. Com Maduro preso, quem assumiu a presidência venezuelana foi Delcy Rodríguez, ex-vice-presidente e figura influente na indústria petrolífera, que tem sinalizado disposição para cooperar com os Estados Unidos e criar condições para que companhias americanas explorem as maiores reservas de petróleo do mundo.