Os Correios estão avaliando uma nova proposta de empréstimo que chega a R$ 12 bilhões. A empresa pública precisa receber reforço no caixa até a semana que vem devido à sua crise financeira.
A proposta foi fechada por um grupo de cinco bancos, incluindo Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Santander, Itaú e Bradesco. As negociações visam uma taxa de juros de 120% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) ao ano, que é o limite aceito pelo Tesouro Nacional para entrar como avalista na operação.
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A nova oferta pública foi aberta na quarta-feira e o prazo para entrega das propostas se encerra nesta sexta-feira. O empréstimo está condicionado a um plano de reestruturação dos Correios, que inclui medidas de corte de gastos e aumento de receitas para que a estatal volte a ter lucro em 2027.
O plano prevê a demissão voluntária de 15 mil trabalhadores, sendo 10 mil em 2026 e 5 mil em 2027, além do fechamento de 1 mil unidades dos Correios e novas parcerias com o setor privado. A proposta anterior, que oferecia juros equivalentes a 136% do CDI ao ano, foi recusada pelo Tesouro.